Mudanças climáticas e globalização em debate



Durante o mês de outubro, o Cineclube SocioAmbiental Campos adere à programação da Agenda Acadêmica da UFF, voltada para o tema Mudanças Climáticas.  

Ver programação completa

Convidamos para a  sessão de quinta-feira 20, às 14.30 h (na sala multi-uso) onde debateremos a relação entre globalização e clima através da exibição de dois filmes. O primeiro é um episódio ("Caminos da extinção") da série de  documentários Vozes contra a globalização. Outro mundo é possível? (Espanha, Carlos Estevez, 2006). 


Para baixar a série completa, com legendas em português e obter mais informações, visitar DOC VERDADE, documentários por um mundo mais justo.

E para animar a sessão será exibido também o episódio O Buraco na Camada da Ozônio da primeira temporada do Capitão Planeta, realizada na década de 90, no mesmo período em que os problemas do clima ingressam na "agenda global". 

Ler "A história da Convenção de Clima, Protocolo de Quioto e próximo acordo global de clima"" na página da WWF.




E MAIS:

     Tá no ar o novo blog Vozes do Clima Brasil. O blog é uma contribuição da Fase para fortalecer a resistência à mercantilização da vida e às falsas soluções de mercado para a crise climática. 
Para visitar o blog, clique na imagem
  Neste espaço virtual estão reunidos documentos sobre os debates em torno das mudanças do clima, além de notícias e relatos para valorizar as ações por justiça ambiental e climática. Vale a pena uma visita, acesse 





Iracema, uma transa amazônica (1975)

FICHA TÉCNICA

Título: Iracema, Uma Transa Amazônica
Gênero: Drama
Duração: 91 minutos
Lançamento: 1976 / 1981
País: Brasil, Alemanha Ocidental, França
Música: Geraldo Vandré
Roteiro: Jorge Bodanzky e Hermano Penna 
Direção: Jorge Bodanzky e Orlando Senna. 
Elenco: Paulo César Peréio, Edna de Cássia, Lúcio dos Santos, Fernando Neves...

Baseado na obra homônima de Joaquim Manuel de Macedo.

DEBATEDOR: Prof. César Augusto de Oliveira


Sinopse:
O filme é na realidade um auto-retrato da população que vive junto à Rodovia Transamazônica, recém construída. Retrata realisticamente  os problemas da região. A história, narrada em estilo semidocumental, segue a trajetória de Iracema, uma menina do interior do Pará, que vai a Belém com a família para pagar promessa na festa do Sírio Nazaré. O novo meio e as companhias que encontra a levam à prostituição. Num cabaré conhece um motorista de caminhão apelidado Tião "Brasil Grande", negociante de madeira. Influenciada pelas outras prostitutas ela quer ir para os grandes centros ( São Paulo e Rio) e pega carona com o Tião.
O caminhoneiro fala sempre da sua confiança no progresso do Brasil e de quão bem a construção da rodovia em plena floresta ajudará a isso acontecer. Seu caminhão tem o famoso adesivo "Brasil, ame-o ou deixe-o" (popularizado pelo regime militar da época) no pára-brisa e no pára-choques está escrito "Do destino ninguém foge". Contrastando com esse otimismo, aparecem as paisagens do desmatamento, queimadas e devastação da floresta pela janela do caminhão. As pessoas com quem Tião conversa reclamam dos grileiros que tomam as terras dos pobres. Numa das cenas do filme, Iracema , ao ser levada para uma fazenda no interior da mata, presencia uma negociação de mão-de-obra envolvendo um sitiante e um agenciador (“gato”). 
O excelente, e já clássico, filme de Jorge Bodanzky denuncia sem trégua a grilagem de terras, o desmatamento, as queimadas, a prostituição e miséria que – longe das promessas de desenvolvimento para a região - acompanham a construção da Transmazônica. Por contrariar a propaganda governamental da época, sua exibição no Brasil foi proibida e somente pode ser exibido em 1981. (Outros filmes de Bodansky, clique aqui)
   

AGÊNCIA NACIONAL (1970) Inauguração das obras da rodovia, com as presenças do presidente Médici e do ministro dos transportes Mário Adreazza com aspectos da região amazônica. A rodovia transamazônica foi sem dúvida a mais polêmica do regime militar. As intenções eram ótimas mas os resultados catastróficos.



SOBRE A EXIBIÇÃO DO FILME
  • A produção foi uma encomenda para a televisão alemã e realizada em 1974, mas a censura da ditadura militar proibiu sua exibição no país por muitos anos, alegando que era uma produção estrangeira; O filme contrariava a propaganda oficial, que dizia que a rodovia levaria o progresso à região. O filme foi exibido em diversos países da Europa durante os anos em que esteve proibido no Brasil pela censura e, clandestinamente no Brasil, em 1978, numa mostra de filmes proibidos em Minas Gerais

  • Foi lançado em circuito comercial no Brasil no dia 30 de março de 1981, no cinema Caruso, no Rio de Janeiro, e no Cinema1, em Niterói.

FONTES CONSULTADAS:


RESENHAS do filme:                     


Vídeos sobre Amazônia

Amazônia: uma região de poucos - 12 min (Greenpeace-2007)

Fazendeiros e políticos de Juína (MT) impedem visita de ativistas do Greenpeace, da OPAN (Operação Amazônia Nativa) e de jornalistas europeus à Terra Indígena Enawene Nawe. Veja as cenas de truculência e intimidação vividas pela equipe em 20 de agosto de 2007.(visite www.greenpeace.org.br)
O triste fim de um defensor da floresta -

Ameaças de morte afetam lideranças que lutam contra Belo Monte - 02:42min (Greenpeace-2010)

Em 01 de fevereiro de 2010, o Presidente do IBAMA concedeu uma licença ambiental parcial (Licença Prévia nº 342/2010), vinculada ao cumprimento de 40 condicionantes gerais e mais 26 relacionadas aos Povos Indígenas, dentre estas, aquelas referentes: a) ao processo de deslocamento compulsório dos "atingidos"; e b) à demarcação e desintrusão de terras indígenas.

Bioenergia - vida ou morte (parte I a IV) - 15min (FASE
 
Este documentário deseja fomentar a discussão sobre o modelo de integração da agricultura familiar às industrias e intensificar a luta pela preservação dos povos da Amazônia no seu meio-ambiente. - Realização FASE/Pará-Amazônia - Produção: CEPEPO - Promoção: Projeto Brasil Sustentável e Democrático (FASE), Cone Sur Sunstentabel e Fundação Heinrich Böll.

Eldorado - A esperança e o desespero (RECINE-2010)

A lenda de Eldorado atraiu muitos aventureiros para a América do Sul à época da colonização das Américas. No filme, ela serve como um paralelo para retratar a tentativa de se conseguir uma vida melhor no país por meio da migração para florestas ainda pouco exploradas pelo homem.

O grão que cresceu demais -40min (FASE-2008)

O caso da soja em Santarém e Belterra (Pará/Amazônia)
A FASE-Amazônia há muitos anos faz um trabalho educativo junto aos trabalhadores e trabalhadoras rurais, do Município de Santarém, Estado do Pará, na Amazônia Brasileira. Preocupada com o futuro de inúmeras famílias quando, ao fim da década passada, se detectou os primeiros sinais da invasão, em grande escala, da monocultura da soja no bioma Amazônia ameaçando a sobrevivência dos seus ecossistemas e, consequentemente, o presente e o futuro de seus povos, repetindo algo historicamente marcado pela exploração, de fora para dentro, da região, a Fase juntamente com seus parceiros produziu esse documentário-denúncia. Nov/2005 - Realização Fase/PA - Apoio CEPEPO e Fundação Heinrich Boll

 
FONTE: Inst. de Proteção Ambiental do Amazonas
http://www.ipaam.am.gov.br/ - IPAAM

Ouro Azul: as guerras mundiais pela água (2008)


FICHA TÉCNICA

Título original: Blue Gold: World Water Wars
Direção: Sam Bozzo
País de origem: Canadá
Duração: 89min
Ano: 2008
Site: http://www.bluegold-worldwaterwars.com

    Dos mesmos diretores de “A Corporação”, este documentário é sobre as atuais e futuras guerras mundiais pela água. Relata entre outras coisas sobre a falta de água em muitos países do mundo como consequência de manipulação e corrupção por parte dos Governos, administrações locais e, claro, as corporações multinacionais de água. Em suma, aborda as constantes lutas entre os povos e os altos poderes econômicos e governamentais, aqui especificamente por uma fonte de vida de todos os humanos e demais seres vivos deste planeta.

Fonte: Cineclube Crisántemo

   O documentário está baseado no livro "Ouro Azul: Como as grandes corporações estão se apoderando d´água Doce no Planeta" escrito por Maude Barlow e Tony Clarke.  
  • Referência em português: BARLOW, M. & CLARKE, T. OURO AZUL: como as grandes corporações estão se apoderando da água doce do nosso planeta. São Paulo : M. Books do Brasil, 2003

O documentário completo se encontra para ser baixado no Blog DocVerdade








A GUERRA D´ÁGUA na BOLÍVIA

   A chamada "Guerra d´água" foi uma massiva mobilização popular que expulsou a transnacional que geria o sistema de água potável e esgoto de Cochabamba, região central da Bolívia, em 2000. 

  Clique aqui para saber mais sobre a Guerra d´Água e ler a reportagem de Vinicius Mansur publicada pelo Brasil de Fato, em 24-02-2010, com motivo dos 10 anos do evento.
Assista o documentário de Juan Carlos Tola Fuentes sobre o conflito na Bolívia 


BRASIL:   Com 12% da água doce encontrada no planeta, o Brasil não está livre de enfrentar desafios para assegurar o abastecimento contínuo de água nos próximos anos. Dos pouco mais de 5.500 municípios brasileiros, 55% deles, com destaque para as grandes cidades, deverão enfrentar problemas de abastecimento do insumo até 2015. A maior parte dos problemas está relacionada à capacidade dos sistemas de produção.
Ler matéria completa publicada no Valor Econômico, 12/07/2011


Cruzando o deserto verde

"Cruzando o Deserto Verde" é um documentário de 56 minutos, lançado pela Fase, que teve repercussão nacional e internacional, tendo sido exibido em vários países da Europa, como Bélgica e Inglaterra. Nele, é narrada a vida das pequenas populações que habitam as regiões onde a cultura ribeirinha foi substituída pela monocultura do eucalipto. Ao todo foram 17 horas de material gravado e mais 100 horas de arquivos pesquisados pela equipe de filmagem, que percorreu as regiões localizadas entre o município de Aracruz e Eunápolis, na Bahia. Através de uma série de depoimentos de líderes religiosos, sindicais e comunitários, e de índios e quilombolas, o documentário mostra os crimes sócio-ambientais cometidos pela Aracruz Celulose durante os trinta anos de atuação no Estado, conforme ressaltou Ricardo Sá. Além de criar um banco de dados para futuras pesquisas sobre o assunto, o filme pretende sensibilizar a sociedade, mostrando o sentimento dessas pessoas, e atentar para os problemas ocasionados pelos extensos plantio de eucalipto. Os plantios dessa espécie exigem intensas aplicações de agrotóxicos, que contaminam o meio ambiente e colocam em risco a saúde humana.

A produção foi feita pela Rede Alerta contra o Deserto Verde, que reúne 70 entidades nacionais e internacionais, entre elas a Fase, a maior ong do Brasil, que tem filial em Vitória. 54':50".


DEBATEDOR:  Prof. José Luiz Vianna (PUCG/UFF)


Onde sonham as formigas verdes (Herzog, Alemanha, 1984)

FICHA TÉCNICA:
Título Original: Wo die grünen Ameisen träumen
Direção: Werner Herzog
País de Origem: Alemanha
Duração: 100 minutos
Estréia no Brasil: 1984


DEBATEDOR:  Prof. Aristides Arthur Soffiati

Sinopse:
No filme, uma grande companhia mineira procura explo­rar o urânio no deserto, no centro de Austrália, mas encontra a oposição de Miliritbi e da tribo dos Riratjingu, aborígenes que consideram essa terra sagrada, a “terra ande sonham as formi­gas verdes”. O confronto será entre os “bulldozers” os indígenas, primeiro as pro­messas, depois as ameaças... Um dos geólogos começa a entender as razões dos Riratjingus, o caso vai para o Tribunal, mas “a força do progresso” e sobretudo dos interesses em jogo pendem para a lado da companhia.
Texto extraído de EXPRESSIONISMO E WERNER HERZOG. No mesmo texto é possível encontrar mais informação sobre o diretor Herzog e sobre a sua obra. Vale a pena conferir.


TRAILER original em inglês (o fime a ser exibido terá legendas em português)

04/05/11 - Narradores de Javé

FICHA TÉCNICA:
Título original: (Narradores de Javé)
Lançamento: 2003 (Brasil)
Direção: Eliane Caffé
Atores: José Dumont, Matheus Nachtergaele, Jorge Humberto e Santos, Gero Camilo.
Duração: 100 min

Debatedora: Profa. Antenora da Mata Siqueira (ESR/UFF)

Sinopse: Somente uma ameaça à própria existência pode mudar a rotina dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé. É aí que êles se deparam com o anúncio de que Javé pode desaparecer sob as águas de uma enorme usina hidro-elétrica. Em resposta à notícia devastadora, a comunidade adota uma ousada estratégia: vão preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Como a maioria dos moradores são analfabetos, a primeira tarefa é encontrar alguém que possa escrever as histórias. Fonte: Meu cinema brasileiro

  • Resenha do filme (por Marta Kanashiro). 
  • Artigo da Heloisa Cardoso, "Narradores de Javé: histórias, imagens, percepções"


Assista o trailer: